Aprenda com os seus Erros: Histórias Reais que Ensinaram Mais que Aulas

Uma máxima que sempre compartilho com meus alunos e coachees é:
“Cometa seus erros — e aprenda com eles!”

Quando o erro vira aprendizado: duas histórias reais

Na aquisição de línguas, há tropeços que são engraçados, outros embaraçosos — mas todos têm valor formativo.

Lembro-me de um amigo haitiano, hoje poliglota excepcional, que chegou ao Brasil ainda aprendendo português. Um dia, ele me perguntou:

“Lucas, o que significa ‘xovê’?”

Expliquei que era o verbo “chover”, e ele, intrigado, retrucou:

“Não faz sentido. Dois garotos estavam no metrô e um disse ‘xovê’ enquanto olhava o livro do outro.”

Rimos juntos. A palavra não era o verbo “chover”, mas sim a redução oral de “deixa eu ver” — algo típico do português falado no Brasil, uma espécie de aglutinação sonora. Aquilo foi um choque cultural-linguístico. Um erro de compreensão? Sim. Mas também uma aula sobre entoação, cacofonia e contexto.

Outro caso (e um tanto embaraçoso) foi comigo mesmo. Em um hotel, notei um grupo de jovens judeus e vi ali uma chance de praticar o hebraico que estava aprendendo. Depois de uma abordagem simpática em inglês, soltei:

אני אוכל את ישראלAni okhel et Yisra’el — que eu achava significar “eu amo Israel”.

A moça caiu na risada e se afastou, e eu, paralisado, fiquei sem entender, mas sabia que tinha dito algo errado. Mais tarde, ao relatar a frase a um dos intérpretes da turma, ouvi:

“Entendo. Você quis dizer “אני אוהב את ישראלAni ohev et Yisra’el — ‘eu amo Israel’, mas disse ‘eu como Israel’.”

Foi constrangedor? Sim. Mas a lição ficou marcada — e nunca mais confundi okhel com ohev novamente. Embora eu tenha parado com este idioma, não desisti, apenas dei uma pausa estratégica.

Por que errar é tão poderoso?

Abrace os micos. Eles são mestres disfarçados.

Errar é humano. Aprender com o erro é uma habilidade. Crescer com ele, é sabedoria.

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